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A Radiação Ultravioleta e a Pele

A radiação ultravioleta B (UVB) é a responsável pela maioria dos efeitos carcinogênicos (que dão origem ao câncer) na pele. A radiação UVB é mais intensa entre 10 e 16 horas. É aconselhável, então, evitar exposição solar durante este período. A radiação UVB não ultrapassa vidros, portanto, dentro de carros fechados, estamos protegidos. A radiação UVB é aquela que deixa a pele vermelha após exposição solar.

Já a radiação ultravioleta A (UVA) induz ao envelhecimento precoce da pele e está relacionada ao desenvolvimento do melanoma, um câncer muito agressivo. Uma diferença importante entre a radiação UVA e UVB é que a intensidade de UVA é a mesma durante todo o dia e durante todas as estações do ano. A radição UVA é capaz de atravessar vidros.  As câmeras de bronzeamento artificial emitem raios UVA, por isso, observamos um envelhecimento acentuado nos indivíduos praticantes. Felizmente, A ANVISA proibiu o uso e a comercialização de tais equipamentos no Brasil, pois entende que existem estudos suficientes comprovando a sua carcinogenicidade.

A luz solar pode desencadear ou agravar várias outras doenças de pele. Lúpus, erupção polimorfa à luz, urticária solar, porfiria, eczemas são apenas alguns exemplos. Vale lembrar que existem muitas medicações fotosensibilizantes , como antihipertensivos e antibióticos, que em certos indivíduos predispostos, podem levar a erupções de pele nas áreas expostas ao sol. Quem de nós não presenciou algum amigo com queimaduras por limão na época do verão? Isso ocorre pela presença do psoraleno no limão, um substância altamente sensibilizante ao sol.

Por outro lado, podemos usar a radiação ultravioleta para tratamento de uma série de doenças, como a psoríase o e vitiligo. Nesse caso, Dermatologistas especializados em Fototerapia, conduzirão o tratamento em seu consultório com aparelhos médicos específicos.

O UVB é o responsável pela produção de vitamina D na pele, de fundamental importância na prevenção do raquitismo e osteoporose. Basta uma exposição casual ao sol, de 10 a20 minutos por dia, entre 10 e 16 h, na face e antebraços,  para a síntese da vitamina D. Quanto mais idade e quanto mais morena  a pele, maior o tempo necessário de exposição solar. Num país ensolarado como o Brasil, a deficiência de vitamina D é menos comum, mas em grupos específicos, como bebês, muitas vezes é recomendada a suplementação.  Outras fontes de vitamina D são o óleo de fígado de bacalhau, peixes como o salmão ou leite e achocolatados enriquecidos.






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